3ª Festa da Juçara – Sertão da Fazenda

O Governo, a mídia e a gente.

No meio de feras

Final de semana frio, típico do clima de inverno da paulicéia desvairada…apesar de estarmos em pleno verão, caminhando para o outono, o clima é frio, talvez fruto das mudanças climáticas que estão aquecendo o planeta? Aquecendo?

Pois bem, essa teoria unânime tão aceita por todos os seres vivos do planeta que discutiam o assunto meio ambiente já não é tão unânime assim, haja vista por exemplo, a opinião do bacharel em Física pela USP e Doutor em Meteorologia e Proteção Ambiental – pela Universidade de Wisconsin, EUA, Luiz Carlos Baldicero Molion.

A opinião do Doutor pode ser assistida neste link (aqui), nada mais que uma visão diferenciada do tal aquecimento global.

Assim como essa teoria é “desconstruída” pelo professor, o mito da natureza intocada também deve ser revisto principalmente pelo Governo, defensor de que meio ambiente (leia Mata Atlantica) e população, não podem viver em integração e harmonia.

Afinal de contas o que é meio ambiente e quem faz parte dele? Debruçaríamos aqui horas de debates sobre esse conceito, porém mais do que desapropriar pessoas e garantir a “permanência dos bichos na mata”, o Governo do Estado de São Paulo poderia trabalhar o conceito de educação ambiental, principalmente com jovens e crianças para a preservação de biomas ameaçados de extinção e degradação na região, por exemplo. Esse modelo de política educacional é mais trabalhoso sem dúvida, mas enriquece e a longo prazo garante a integração de forma sustentável sem riscos para o homem e a natureza.

Óbvio que esse assunto não entrou em pauta, já que o modelo hegemônico, diz que ser humano não é natureza e conforme grita aos quatro ventos o coordenador do Programa de Recuperação Socioambietal da Serra do Mar, coronel Elizeu Eclair Teixeira Borges, em matéria publicada pelo jornal Folha de São Paulo, em 20/03/11 (clique aqui para ver).

Esse modelo de preservação vai contra a política de preservação de culturas e o pertencimento de pessoas nos territórios.

É um modelo copiado de fora, onde não existe tanta diversidade como em nosso País. Modelos de preservação em cooperação com outros países, acordos bilaterais que ditam as regras para liberação de verbas em prol do meio ambiente.

Isso é ótima que aconteça; uma preocupação global com o planeta, mas e as pessoas que moram ou se identificam com estes territórios, e a heterogeneidade que dá riqueza ao coletivo, não são pensados quando se discute meio ambiente?

Quanto a mídia, sempre tendenciosa – é alarmante os argumentos de um jornalista para definição de uma cultura tão rica e que envolve um longo processo definir Picinguaba como: “antigo paraíso hippie, atual reduto de paulistanos endinheirados e estrangeiros deslumbrados”. Como não podia deixar de ser, já que as redações de hoje em dia estão repletas de profissionais neste perfil, o tal “enviado a Picinguaba” não apurou se os moradores de Piciguaba definem o seu local de pertencimento como o descrito acima, muitos menos conversou com a presidente da AMBP (Associação dos Moradores do Bairro de Picinguaba) ou algum membro da Comissão que foi eleita de forma democrática em reunião com moradores e turistas para tratar de assuntos ligados a desafetação. (se não viu leia aqui)

Por se tratar de um veículo do porte da Folha de São Paulo, é importante e relevante noticiar o histórico das desafetações em Picinguaba, as diversas reuniões realizadas com órgãos públicos e os compromissos verbais ou não assumidos entre as partes para a melhor forma de resolver um impasse que já persiste por mais de 30 anos.

Apesar de tantos desafios que já tivemos e que certamente encontraremos pela frente, fica o convite para novamente essa comunidade tão rica e diversa se organizar, articular e mobilizar seus integrantes em prol da convivência e harmonia que sempre teve, pois o Estado e a grande mídia já lançaram suas visões e expectativas do que seria “melhor” para nós.

Rassani Costa –  jornalista, educador e pós-graduando em Meio Ambiente e Sociedade pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).

O Samba começa assim…

Samba em Picinguaba

Sim, o título acima é o início da letra de um samba imortalizada na voz de Beth Carvalho que continua “…banjo, viola, tantan, pandeiro, cavaco, repique e tamborim…”.

Pois é, foi mais ou menos por aí que acabou a 1ª Oficina de Percussão que aconteceu em Picinguaba no último sábado (12/01).

Mas, a proposta inicial foi de realizar uma breve aula de percussão que envolvesse a comunidade apreciadora do samba e, sem dúvida, o objetivo foi alcançado já que no momento da oficina tivemos crianças, adultos, moradores locais e turistas, todos juntos, promovendo a integração da qual o samba é especialista em realizar.

A parte da “arte educação” contou com a maestria do Chico Santana, figura conhecidíssima nas rodas de samba de Picinguaba. Com domínio sobre o samba, aliado ao dom de ensinar, Chico soube envolver os participantes que mostraram muito ritmo e suingue para o primeiro encontro.

Essencial também foi a presença da bateria Alcalina, grupo de percussão que pesquisa e desenvolve o samba, além de outros ritmos brasileiros. Natural de Campinas a bateria Alcalina faz parte do União Altaneira, bloco cultural que conta com músicos, artistas plásticos e interessados nos ritmos afro e na cultura popular.

As crianças com certeza foram o termômetro para sentir o sucesso da oficina; o que aconteceu de forma natural, pois assim que iniciou, lá estavam eles com repinique e tamborim nas mãos, estimulando os demais a cair no samba.

A Oficina durou cerca de uma hora e meia e foi finalizada com um salve de bateria a todos os participantes, comunidade e a nossa querida Picinguaba.

Mas nem tudo parou por aí, pois lá no famoso bar do Magno foi realizada uma roda de samba que varou a madrugada. Canções como Saudosa Maloca e Abrigo de Vagabundo foram acompanhadas de um coro afinadíssimo e a marcação na palma da mão.

Parabéns a todos os envolvidos, aos apoiadores como o Peter do PicimBar,  Lelinho, linha de frente na comunidade, e todos que apoiaram direta e indiretamente.

Que esse encontro sirva de estímulo para mais oficinas e rodas de samba já que o samba lá do início do texto termina assim: ”Eu vou sambar, até o dia clarear”.

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Abaixo os vídeos da Oficina de Percussão e roda de samba.




Os números de 2010

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A Torre de Pisa tem umas escadas com 296 degraus até ao topo. Este blog foi visitado cerca de 1,100 vezes em 2010. Se cada visita fosse um degrau, já teria subido a Torre de Pisa 4 vezes

 

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